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Selic a 13,75%, dólar sai por um lado e entra por outro, e o Caged desacelera | Dose Financeira 22/09/2026

Nesta semana, quatro sinais econômicos pediram atenção ao mesmo tempo: a Selic caiu pela sexta vez seguida e a ata do Copom sai hoje, o dólar saiu do país por um lado enquanto o estrangeiro comprou mais ação na B3 pelo outro, a bolsa aposta em um segundo IPO ainda em 2026, e o Caged mostrou o mercado de trabalho perdendo força. Juntos, esses movimentos mostram por que vale ter um plano em vez de reagir à manchete do dia.
Símbolos de porcentagem 3D em fundo verde Símbolos de porcentagem 3D em fundo verde

Nesta terça-feira, 22 de setembro, a ata da última reunião do Copom sai à tarde, e o mercado está lendo cada vírgula em busca de uma pista que o comunicado da semana passada não deu. Junto com essa expectativa, a semana também trouxe um contraste no câmbio, uma aposta da B3 em um novo IPO e um Caged mais fraco que o esperado. Nenhum desses números é bom ou ruim sozinho, mas juntos eles mostram um cenário que pede plano, não reação a manchete isolada.

A Selic caiu pela sexta vez seguida, e a ata de hoje deve explicar o resto

Nota de cem dólares em close-up, textura e detalhe do papel-moeda

Na quarta (16/09), o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, sexto corte consecutivo do ciclo e decisão unânime. O comunicado manteve a projeção de inflação em 3,2% para o primeiro trimestre de 2028 e evitou qualquer sinalização mais clara sobre a reunião de novembro. O Banco Central divulga a ata desta reunião nesta terça (22/09), documento que costuma trazer o detalhe que falta no texto oficial. Enquanto essa disputa não se resolve, quem vive de CDB, fundo DI ou Tesouro Selic sente cada corte de 0,25 ponto direto no extrato, porque esses papéis acompanham a Selic linha por linha.

O dólar sai do Brasil por um lado, e o estrangeiro compra ação pelo outro

Nota de um dólar americano fotografada sobre superfície cinza

Os dados de fluxo cambial do Banco Central mostram saída líquida de mais de US$ 7,5 bilhões só entre 31 de agosto e 4 de setembro, interrompendo quatro meses seguidos de fluxo positivo. No mesmo período, o fluxo estrangeiro na B3, que mede só compra e venda de ação, ficou positivo em R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões do mês, um contraste e tanto com os R$ 18,1 bilhões que saíram da bolsa em agosto. A explicação está na diferença entre os dois indicadores: o fluxo cambial mistura remessa de lucro, pagamento de dívida, importação e movimento especulativo de curto prazo, enquanto o fluxo da B3 mede só quem está comprando ação brasileira apostando no país.

A B3 já teve um IPO este ano, e a dúvida agora é se vem o segundo

Gráficos de candlestick exibidos em telas e tablet, análise de mercado financeiro

Em maio, a Compass, plataforma de gás natural do grupo Cosan, encerrou quase cinco anos de jejum e estreou na B3 levantando R$ 3,2 bilhões, o primeiro IPO relevante desde a Raízen, em 2021. Meses depois, o então CEO da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou acreditar em pelo menos mais uma abertura de capital ainda em 2026, apontando cerca de 50 empresas já estruturadas e prontas pra tentar a janela. O consenso de mercado segue mais cauteloso: a leitura predominante é que 2026 continua fraco pra IPO, e que qualquer nova oferta tende a ser um caso isolado, não o início de uma nova onda.

O Caged desacelerou em julho, e isso muda o poder de negociação de quem trabalha

Mulher entrevistando homem em mesa de escritório durante processo seletivo

O mercado formal de trabalho abriu apenas 58,5 mil vagas em julho, bem abaixo da expectativa de mercado, que era de 112 mil. É o pior resultado do ano, atrás só de dezembro de 2025. No acumulado de 2026, o país já criou 972,2 mil empregos formais, número 21% inferior ao mesmo período do ano passado. A projeção é que o ritmo médio de criação de emprego formal caia de cerca de 110 mil vagas por mês em 2025 pra 80 mil por mês neste ano.

Por que isso tudo importa para o seu bolso

Juntos, esses quatro sinais mostram que juros, câmbio, bolsa e emprego conversam entre si o tempo inteiro dentro de uma mesma carteira. Reagir a cada notícia isoladamente costuma custar mais caro do que ter um plano que já considera os diferentes cenários possíveis: quanto migrar de pós-fixado pra IPCA+ conforme a Selic cai, quando revisar uma conversão cambial, que régua aplicar antes de entrar num IPO novo, e como reforçar a reserva de emergência num mercado de trabalho que perde força.

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Para entender como a reforma tributária vai afetar seus investimentos a partir de 2027, veja também nosso artigo Split payment em 2027: como a retenção automática de impostos pode afetar seus investimentos.

Aviso legal: este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

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