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Ibovespa reage à eleição, bitcoin bate US$ 86 mil e M&A fica mais seletivo | Dose Financeira 24/09/2026

Nesta semana, quatro sinais pediram atenção ao mesmo tempo: o Ibovespa mudou de humor a cada nova pesquisa eleitoral, o bitcoin bateu US$ 86 mil e chegou ao maior preço desde janeiro, o mercado de fusões e aquisições fechou menos negócios mas negócios maiores, e as pesquisas Quaest e Datafolha mostraram um empate técnico a duas semanas do primeiro turno. Juntos, esses movimentos mostram por que vale ter um plano em vez de reagir a cada nova pesquisa.
Tela de aplicativo com gráfico de candles do mercado de ações Tela de aplicativo com gráfico de candles do mercado de ações

Faltam duas semanas para o primeiro turno das eleições de 2026, e essa reta final já está aparecendo em lugares que vão muito além da política. Nesta semana, o Ibovespa virou o humor a cada nova pesquisa, o bitcoin bateu o maior preço em oito meses, e o mercado de fusões e aquisições encontrou seu próprio jeito de lidar com a incerteza: menos negócios fechados, mas cada um deles maior. Nenhum desses movimentos é bom ou ruim sozinho, mas juntos eles mostram um cenário que pede plano, não reação a manchete isolada.

O Ibovespa vira o humor a cada nova pesquisa eleitoral

Bloco de notas amarelo escrito 'I quit!' sobre um teclado

Na segunda-feira (21/09), o Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos, embalado pela queda do dólar (0,70%, para R$ 5,108) e por uma pesquisa eleitoral divulgada no mesmo pregão. No dia seguinte, terça (22/09), o índice devolveu parte do ganho, puxado por Vale e pelos bancos, enquanto Petrobras oscilou sem direção clara. Esse tipo de vaivém tende a se repetir: ainda saem pesquisas da AtlasIntel, do Datafolha e do Instituto Veritá ao longo desta semana, e cada uma pode mexer o índice em minutos, independente do que aconteceu com a economia real naquele dia.

O bitcoin bateu US$ 86 mil, o maior preço em oito meses

Moeda de bitcoin dourada em primeiro plano com tela desfocada ao fundo

Impulsionado por uma entrada de quase US$ 1 bilhão nos ETFs de bitcoin à vista dos Estados Unidos só na segunda-feira (21/09), o bitcoin superou os US$ 86 mil e chegou ao maior patamar desde janeiro deste ano. A moeda acumula alta de cerca de 44% no terceiro trimestre, a melhor sequência trimestral desde o fim de 2024. Vale lembrar o tamanho da montanha-russa: mesmo nesse pico recente, o bitcoin segue quase 48% abaixo do recorde histórico de US$ 126 mil, batido em outubro do ano passado.

Empresas fazem menos negócios, mas negócios maiores, de olho na eleição

Duas pessoas apertando as mãos sobre um contrato em cima da mesa

O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimentou R$ 166,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 593 operações, segundo levantamento da TTR Data. O número de negócios caiu 35% frente ao mesmo período de 2025, mas o valor total cresceu 3%, sinal de que o dinheiro está migrando para transações maiores e mais concentradas. Compradores estrangeiros seguem ativos, com 155 aquisições de empresas brasileiras somando R$ 58,74 bilhões, e o setor imobiliário foi quem mais cresceu, com alta anual de 17%. Por trás desse recuo em quantidade está o mesmo pano de fundo eleitoral que mexe com a bolsa: comprador e vendedor têm dificuldade de fechar preço quando ninguém sabe qual vai ser o cenário fiscal e regulatório depois de outubro.

A duas semanas do primeiro turno, as pesquisas mostram um empate técnico

Pessoa colocando cédula de votação em uma urna

O primeiro turno das eleições de 2026 acontece no dia 4 de outubro, e a reta final chegou com as pesquisas praticamente empatadas. A Quaest, divulgada nesta segunda (21/09), mostra Lula com 37% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro. Já o Datafolha, com dados coletados um pouco antes, apontou Lula à frente no segundo turno, por 46% a 44%. Empate técnico é a pior notícia possível para quem precisa precificar risco: cada nova pesquisa reabre a discussão sobre o rumo da política fiscal, da reforma tributária e da relação do próximo governo com o Banco Central.

Por que isso tudo importa para o seu bolso

Juntos, esses quatro sinais mostram que bolsa, cripto, mercado de capitais e política caminham juntos dentro de uma mesma carteira em ano de eleição. Reagir a cada pesquisa ou a cada notícia isolada costuma custar mais caro do que ter um plano que já considera os diferentes cenários possíveis: quanto diversificar entre setores na bolsa, que tamanho de posição faz sentido em cripto, que régua aplicar antes de vender ou comprar participação numa empresa, e como manter a disciplina de rebalanceamento num calendário definido com antecedência, em vez de mexer na carteira toda vez que sai uma pesquisa nova.

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Se você está pensando em pedir demissão ou trocar de carreira neste momento de transição política e econômica, veja também nosso artigo Planejamento financeiro antes de pedir demissão.

Aviso legal: este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

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