A reabertura do Estreito de Ormuz foi a notícia que virou o mercado nesta sexta-feira (17/04). O Irã declarou o corredor “completamente reaberto” durante o cessar-fogo com os EUA e o petróleo Brent despencou mais de 10%, saindo de US$ 99 para a faixa de US$ 87–88. O dólar caiu abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos e o Ibovespa renovou recorde histórico aos 198.001 pontos, acumulando alta de 22,72% em 2026.
Mas o lado B também chegou: a Receita Federal questionou R$ 10 bilhões em créditos de PIS/Cofins de Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3), o IPCA de março surpreendeu para cima a 0,88% e Raízen e GPA seguem corroendo fundos de crédito privado. A trégua no Ormuz dura até 22/04, a Dose #27 explica o que fazer antes do Copom de 28/04.
A reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã nesta sexta-feira (17/04) virou o eixo de tudo: o petróleo despencou mais de 10% em horas, abrindo janela de alívio para o IPCA e para os cortes da Selic. A semana começou com bloqueio, tensão e Brent a US$ 100 e termina com um cessar-fogo frágil de 14 dias e mercados tentando reler o tabuleiro.
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"Em 2026, uma única notícia geopolítica é capaz de mover petróleo, câmbio, inflação e Selic em menos de uma hora. A reabertura do Estreito de Ormuz nesta sexta lembrou ao mercado que o maior risco não é o que você vê vindo, é o que muda de direção enquanto você ainda está posicionado para o cenário anterior."
🕊️ Reabertura do Estreito de Ormuz: petróleo cai 10% e o mercado tem que se reposicionar agora
Nesta sexta-feira (17/04), o Irã declarou o Estreito de Ormuz "completamente reaberto" durante o período de cessar-fogo com os EUA, válido até 22/04. A resposta dos mercados foi imediata e brutal: o petróleo Brent despencou mais de 10% nas primeiras horas após o anúncio, saindo de cerca de US$ 98 para a faixa dos US$ 87-88 o barril. Foi a maior queda diária do petróleo em semanas e a notícia financeira mais impactante do dia no mundo inteiro.
Para o investidor brasileiro, a reabertura do Estreito de Ormuz é uma faca de dois gumes que corta dos dois lados ao mesmo tempo. Do lado positivo: petróleo mais barato reduz a pressão sobre combustíveis e alivia o IPCA, o que abre espaço para o Copom manter o ciclo de cortes da Selic em 28/04. Do lado negativo: PETR3 e PETR4 tendem a sentir pressão direta, assim como fundos de energia e exportadoras expostas ao Brent.
O que acompanhar: a reabertura do Estreito de Ormuz é temporária, o cessar-fogo expira em 22/04 e não há garantia de renovação. Se as negociações entre EUA e Irã não avançarem nessa janela, o petróleo pode voltar a disparar na semana que vem. .
Irã reabre o Ormuz — ExameBBC: Ormuz "completamente reaberto"
🦁 O Leão foi ao supermercado: Receita mira R$ 10 bi em créditos de Assaí e Grupo Mateus
Em 16/04, a Receita Federal deflagrou uma operação que atingiu 2.959 empresas do varejo alimentar e colocou em risco até R$ 10 bilhões em créditos de PIS/Cofins. Os alvos de maior impacto na bolsa são Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3), ambas usaram créditos sobre bebidas para turbinar projeções de lucro e conquistar recomendações de analistas no início do ano. O JP Morgan classificou o impacto como "negativo para o setor" e alertou que o Grupo Mateus pode ter de estornar créditos já reconhecidos no balanço, revertendo diretamente o resultado.
Leitura de mercado: quem carrega ASAI3 ou GMAT3 diretamente, ou via fundos de ações de small e mid caps, deve revisar a tese com urgência. A reversão de R$ 10 bi em créditos pode destruir bilhões em valor projetado e fundos de crédito privado expostos ao setor de varejo alimentar também entram no radar.
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📈 Dólar a R$ 4,96 e Ibovespa rumo aos 200 mil: o mercado que ainda não parou de subir
Nesta sexta (17/04), o dólar abriu a R$ 4,9642, abaixo de R$ 5 pela quinta sessão seguida, impulsionado pelo otimismo com as negociações EUA–Irã e confirmado pela reabertura do Estreito de Ormuz. O Ibovespa acumula +22,72% em 2026, com fluxo estrangeiro de R$ 65 bilhões no ano e carry trade sustentado pela Selic em 14,75%. Analistas do Itaú BBA já monitoram o próximo objetivo em 250.000 pontos no médio prazo.
O que fazer agora: com múltiplos esticados após 22% de alta, quem está fora enfrenta o dilema de "entrar no topo" e quem está dentro precisa decidir entre realizar lucros ou aguardar os resultados do 1T26 em maio, que vão separar as empresas que entregaram das que só surfaram o fluxo.
Dólar e Ibovespa hoje — CNN🧭 Com o Ormuz reaberto, sua carteira está no lugar certo?
A reabertura do Estreito de Ormuz mudou o jogo em horas, petróleo caiu 10%, PETR3 vai sentir. Em cenário de virada rápida, o posicionamento certo pode ser a diferença entre capturar o movimento ou ficar para trás. Faça agora um diagnóstico gratuito com nossos especialistas certificados.
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📊 IPCA de março a 0,88% e o por que a guerra deixa a sua comida mais cara?
O IPCA de março subiu 0,88%, acima da expectativa de 0,77% e acumulou 4,14% em 12 meses, perto do teto da meta. Combustíveis foram o principal vetor, o mesmo que pode recuar com a reabertura do Estreito de Ormuz. O Focus projeta 4,71% para 2026, mas uma revisão para baixo já é possível se a trégua se sustentar.
Ponto de atenção: petróleo mais barato melhora o cenário para o Copom em 28/04.
Ver mais🥇 Ouro a US$ 4.888 e prata +4,37%: metais sobem com reabertura do Ormuz
O ouro subiu +1,71% para US$ 4.888/oz nesta sexta, 4ª semana seguida de ganhos e a prata disparou 4,37%. Contraditório? Não: a reabertura do Ormuz enfraqueceu o dólar globalmente, e ouro e prata se beneficiam exatamente disso. O metal acumula +44% em 12 meses, mesmo abaixo do pico histórico de US$ 5.626 de janeiro.
Tese: ouro não sobe só por medo, sobe por desconfiança no dólar. Com o Fed travado e geopolítica volátil, segue como proteção válida em carteiras de 2026.
Ver mais🌍 FMI eleva PIB do Brasil a 1,9%
O FMI (13/04) elevou o PIB do Brasil de 1,6% para 1,9% e cortou o crescimento global para 3,1%, citando o papel do Brasil como exportador de energia. Com a reabertura do Estreito de Ormuz e o Brent em queda, esse benefício energético pode diminuir, mas a revisão positiva ainda vale pelo diferencial de juros e fluxo estrangeiro.
Ação: Brasil na contramão do mundo é tese real, mas apoiada em juros e fluxo, não só em petróleo. Diversificação setorial segue sendo o caminho.
Ver análise🟤 Cobre a US$ 6,1/lb: 4ª alta semanal seguida
O cobre atingiu o maior nível em dois meses, recuperando todas as perdas desde o início do conflito no Oriente Médio. O otimismo com as negociações EUA–Irã e a reabertura do Ormuz sustentam as expectativas de demanda industrial global firme. No acumulado, o metal sobe +30% em 12 meses.
Por que importa: cobre é termômetro da economia real, alta sustentada sinaliza expansão industrial e para o Brasil, beneficia exportadoras e fundos com exposição a metais industriais.
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