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Tarifaço de Trump, Selic a 14%, BRB e Nubank 💊Dose #34

Tarifaço de Trump, Selic a 14%, Ibovespa no vermelho, dólar em alta, BRB no radar do FGC e Nubank tentando acalmar Wall Street com recompra bilionária. A semana lembrou que mercado financeiro não perdoa carteira parada: juros altos valorizam a renda fixa, inflação persistente pressiona decisões, protecionismo global aumenta o risco Brasil e a Bolsa sente quando o investidor estrangeiro começa a sair. 

Enquanto isso, BDRs e ativos globais mostram a força da diversificação internacional. Nesta Dose Financeira #34, você entende os principais movimentos da semana, o impacto na sua carteira e por que revisar seus investimentos pode ser mais importante do que tentar prever o próximo susto.

Selic a 14%, tarifaço de Trump, BRB e Nubank | Dose Financeira #34
HealthMoney
💊 Dose Financeira #34
05 de Junho de 2026

O Brasil voltou a cobrar caro

Bolsa no vermelho, renda fixa pagando bem e BDRs subindo: o mercado lembrou quanto custa acreditar no Brasil.

Boa semana, Investidor(a)! ☕

☕ Reflexão da semana:
"Bolsa caindo, gringo saindo, juros subindo e renda fixa sorrindo. O Brasil não decepciona: quando parece que vai normalizar, surge uma taxa."

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📈 MERCADOS 05/06/2026
Ativo 29/05 05/06* Var. YTD 2026
🇺🇸S&P 5007.580,067.452,82-1,7%+8,84%
🇺🇸Nasdaq26.972,6226.046,64-3,4%+12,11%
🇧🇷Ibovespa173.787169.208-2,6%+5,06%
₿BitcoinUS$ 73.600US$ 60.965-17,2%-33,00%
ΞEthereumUS$ 2.011,98US$ 1.600,16-20,5%-46,7%
🇺🇸DólarR$ 5,042R$ 5,137+1,9%-9,73%
🇪🇺EuroR$ 5,8962R$ 5,9524+1,0%-8,09%
*Dados de 05/06/2026 atualizados durante o pregão. Variações calculadas em relação a 29/05/2026 na semana do Tarifaço de Trump.
Mercado financeiro e juros no Brasil
Brasil • Juros e inflação

Selic a 14% no horizonte: o mercado voltou a subir a régua

A XP elevou sua projeção para a Selic no fim de 2026 para 14%, citando inflação mais persistente, petróleo pressionado e um quadro fiscal que segue longe de inspirar tranquilidade.

O Focus ainda aponta uma taxa menor, perto de 13,25%, mas a conversa mudou. O mercado já não discute apenas quando os juros vão cair. Agora discute se eles vão cair de verdade e por quanto tempo.

Na prática, “juros altos por mais tempo” voltou a ser o cenário-base.

Isso ajuda a explicar por que a renda fixa segue entregando retornos fortes enquanto a Bolsa brasileira perde fôlego.

Leitura prática: o ponto não é abandonar risco. É entender que o custo de oportunidade subiu. Se um título simples entrega retorno forte com menos emoção, a Bolsa precisa justificar muito bem o risco que carrega.

Leia a análise → Veja Curva de Juros →
Tarifas dos Estados Unidos e Brasil
EUA • Comércio global

Tarifaço de Trump: o Brasil entrou no radar do protecionismo

Os Estados Unidos propuseram novas tarifas contra até 60 países, incluindo o Brasil. A discussão envolve uma tarifa adicional de 12,5% ligada a acusações de falha no combate ao trabalho forçado e outra frente que pode adicionar até 25% sobre determinados produtos.

Na soma dos cenários, parte da pauta exportadora brasileira poderia enfrentar carga tarifária de até 37,5%, especialmente em manufaturados, têxteis, bens industriais e cadeias ligadas a aço e máquinas.

Ainda não é uma pancada fechada, mas o mercado não espera a conta chegar para começar a precificar risco.

O que observar: para empresas brasileiras que dependem dos EUA, a notícia aumenta a incerteza. Para o câmbio, adiciona mais sensibilidade a política. Para emergentes, reforça que o protecionismo global voltou ao jogo.

Ver Impacto → Impacto nas eleições →
BRB, Banco Master e FGC
Crédito privado • FGC

BRB e FGC: CDB não é Tesouro com logotipo diferente

União e Governo do DF fecharam acordo para viabilizar um empréstimo de até R$ 6 bilhões a R$ 6,6 bilhões via FGC para socorrer o BRB, após perdas ligadas ao caso Master e piora na posição de capital do banco.

O pacote ainda passa por escrutínio do TCU, que quer entender o risco para as contas públicas e para o próprio fundo garantidor.

Para o investidor isso mostra que banco estatal não significa ausência de risco. Também lembra que o FGC é uma proteção importante, mas não é licença para colocar dinheiro em qualquer instituição só porque o CDB aparece bonito na vitrine.

A pergunta que importa: em tempos de juros altos, crédito privado fica mais atraente. Mas a pergunta continua a mesma: quem está pagando essa taxa, e por quê?

Entenda o acordo → Resposta da Fazenda →
Ibovespa • Fluxo estrangeiro

Ibovespa tem pior mês em 3 anos

Maio terminou com o Ibovespa em queda de cerca de 7%, no pior desempenho mensal desde 2023. O dólar subiu 1,82% e o fluxo estrangeiro ficou negativo em aproximadamente R$ 9 bilhões a R$ 10 bilhões.

A leitura é simples: com Selic alta, risco fiscal, tarifaço americano e cenário externo mais tenso, o investidor estrangeiro reduziu exposição ao Brasil.

A frase da semana: o gringo não manda carta de despedida. Ele só vende.

Ver mercado →
Exterior • BDRs

BDRs subiram quase 10%, na contramão do Ibovespa

Os BDRs de ações estrangeiras negociados na B3 subiram perto de 10% em maio, puxados por big techs e empresas ligadas à inteligência artificial nos EUA.

Quem olhou só para o Brasil viu Bolsa ruim. Quem tinha uma parte da carteira fora viu outra história.

Na prática: diversificação geográfica não é frescura. É controle de dano.

Ver contraste →
Inflação • Focus

IPCA e Focus: inflação segue acima do conforto

O IPCA-15 de maio subiu 0,62% e acumulou 4,64% em 12 meses, acima do teto da meta. O Focus também elevou pela 12ª semana seguida a projeção de IPCA para 2026, agora em 5,09%.

Esse dado explica boa parte da conversa sobre Selic a 14%. Inflação persistente puxa juros altos, juros altos pressionam Bolsa e o investidor corre para proteção.

Resumo: nada disso acontece isolado.

Ver inflação →
Empresas • Nubank

Nubank: susto com CFO e recompra bilionária

As ações do Nubank em NY chegaram a cair mais de 10% após a saída surpresa do CFO Guilherme Lago. Pouco depois, o banco anunciou recompra de até US$ 1 bilhão em ações Classe A.

O mercado viu susto. A gestão respondeu com recompra.

Para quem acompanha NUBR33: empresa de crescimento vive de expectativa. Quando a expectativa balança, o preço sente rápido.

Entenda a manobra →

⚡ Giros Semanais

IA e semicondutores derrubam a Ásia

O Kospi caiu cerca de 5,5% em um pregão, com SK Hynix e Samsung pressionadas por frustração com guidance de Broadcom e ruídos regulatórios sobre IA.

O trade de inteligência artificial segue forte, mas deixou de ser passeio sem buraco na estrada.

Gasolina sobe, mas subsídio segura a bomba

A Petrobras elevou em R$ 0,48 o litro da gasolina A, mas o governo criou subsídio de R$ 0,44, reduzindo o impacto estimado na bomba para cerca de R$ 0,04.

O consumidor sente menos agora. A conta fiscal aparece depois.

Renda fixa segue mandando no jogo

Produtos de renda fixa entregaram até 1,8% em maio, enquanto o Ibovespa caiu mais de 7%.

Com Selic alta e inflação teimosa, o investidor está sendo bem pago para não complicar. Só não vale confundir renda fixa com risco zero.

Bitcoin vive pior sequência desde 2022

O Bitcoin corrigiu forte, testando a região de US$ 68 mil a US$ 72 mil, com saídas relevantes de ETPs cripto.

Depois da euforia, o mercado lembrou que cripto também sofre quando o investidor global procura liquidez e proteção.

Comércio global perde fôlego

O Goods Trade Barometer da OMC caiu de 102,3 para 101,7, sinalizando desaceleração no comércio global de bens, ainda que acima da tendência histórica.

O mundo ainda compra, mas com mais cautela. Para emergentes, isso costuma significar menos apetite por risco.

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