O segundo corte da Selic em abril está em risco: a Ata do Copom não sinalizou nada, o IPCA-15 de março veio em 0,44%, acima do esperado, e o Tesouro gastou R$ 43,6 bi em 3 dias para segurar os juros futuros. Tudo isso enquanto Trump pausava os ataques ao Irã e o petróleo despencava 10%.
No Brasil, 142 cidades gaúchas ficaram sem diesel, a Serasa registrou inadimplência recorde com 81,7 milhões de brasileiros no vermelho e o Estreito de Ormuz bloqueado ameaça fertilizantes e inflação. A Dose Financeira #24 resume o mercado financeiro semanal em menos de 5 minutos.
"Ata do Copom sem sinalização, IPCA-15 acima do esperado: o segundo corte da Selic virou a maior interrogação do mercado. No mundo, Trump pausou os ataques ao Irã e o petróleo caiu 10% em uma sessão."
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"O mercado já precificou o primeiro corte, agora a disputa é pelo segundo corte da Selic em abril. Um número de inflação acima do esperado foi suficiente para mudar o humor de toda a semana."
🏦 Segundo corte da Selic em abril: Ata sem sinalização e IPCA acima do esperado
A Ata do Copom divulgada em 24 de março não entregou nenhum compromisso sobre o ritmo futuro dos cortes. A formulação "a redução de 0,25% é a mais adequada nesse momento" foi deliberadamente aberta e acendeu o debate central da semana: haverá um segundo corte da Selic na reunião de 28 e 29 de abril? XP, BTG e Safra projetam de 0,25 p.p. a 0,50 p.p. no próximo passo, mas sem convergência.
O IPCA-15 de março chegou em 0,44% na quinta-feira, 26, contra os 0,29% que o mercado esperava, pressionado por alimentos e despesas pessoais. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 3,90% (positivo), mas o dado mensal complicou o cálculo para o próximo Copom. O IPCA cheio de março, a sair em 9 de abril, será o número que vai definir o tom de maio.
O que acompanhar: o IPCA cheio de março (9/04) é o dado que vai balizar o segundo corte da Selic, antes disso, incerteza é a regra.
XP, BTG e C6 abrem o jogo sobre os jurosVer resultado do IPCA-15
🛢️ Trump pausa ataques ao Irã por 15 dias — petróleo despenca 10%
Em 23 de março, Trump suspendeu os ataques americanos à infraestrutura energética do Irã por 5 dias, citando "conversas produtivas". O Brent, que havia superado US$ 105, caiu 7,54% na sessão. Em 26 de março, a pausa foi estendida para 15 dias no total. O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, havia sido bloqueado pelo Irã como represália. O Irã, por sua vez, negou publicamente ter feito concessões.
Atenção: qualquer retomada dos ataques pode devolver o barril a US$ 105+ e reacender a pressão inflacionária global.
Cobertura completaA resposta do Irã
📈 Ibovespa: disparou 3% na segunda, devolveu tudo na quinta — e fechou no menor nível desde janeiro
A semana da bolsa foi um resumo perfeito do humor do mercado: na segunda-feira o Ibovespa disparou +3,24% com a pausa de Trump nos ataques ao Irã, a maior alta diária desde 2021. Na quinta, o IPCA-15 acima do esperado derrubou o índice 1,45%, lutando para manter os 182 mil pontos e zerando os ganhos. No acumulado da semana: -0,95%, no menor patamar desde 22 de janeiro. O dólar fechou a R$ 5,26, e nesta sexta segue pressionado pela guerra no Oriente Médio.
Contexto: em 12 meses o Ibovespa ainda acumula alta de 37%, a volatilidade semanal reflete o cenário geopolítico, não uma reversão de tendência.
Fechamento de quinta-feiraMercado hoje — 27/03
🧭 O segundo corte da Selic vai chegar, mas quando?
Inflação resistente, juros voláteis e geopolítica imprevisível: posicionamento importa mais do que timing. Quer entender como sua carteira está exposta a esse cenário?
🛡️ Diagnóstico de Carteira Gratuito📚 Leia também:
- 👉 10 motivos para revisar a sua carteira de investimentos
- 👉 Tesouro IPCA+ ou Prefixado: qual rende mais quando a Selic cai
- 👉 5 Sinais de que você deve contratar uma consultoria financeira
- 👉 Dose Financeira #23 — Copom corta a Selic: o que mudou
⛽ 142 cidades gaúchas sem diesel: obras paradas, saúde priorizada
A Famurs apontou que 142 municípios gaúchos (30% do estado) estão sem diesel ou com preços abusivos. Obras foram suspensas e prefeituras priorizam apenas o transporte de pacientes. A causa é a saída dos importadores privados do mercado após a defasagem de preços da Petrobras.
Risco: sem reajuste no curto prazo, a crise pode se espalhar para outros estados.
Ler na Agência Brasil🔴 Petrobras: defasagem de 60% no diesel — quem paga essa conta?
Mesmo após reajuste de 11,6% em março, a Petrobras opera com defasagem de 60% no diesel frente ao mercado internacional (PPI), segundo a Abicom. O Brasil importa 30% do diesel nacional e com importadores privados parando, o risco de desabastecimento cresce a cada semana.
Dilema PETR4: reajustar pressiona o IPCA; não reajustar cria risco de escassez.
Ver Matéria🛒 MercadoLibre anuncia R$ 57 bi no Brasil — recorde absoluto
Em 24 de março, o MercadoLibre anunciou R$ 57 bi em investimentos no Brasil para 2026, 50% acima de 2025 e recorde histórico da empresa. São 10 mil novos empregos, com foco em logística e Mercado Pago. O Brasil é o principal mercado da empresa, listada na Nasdaq.
Na B3: o ativo direto para acompanhar o movimento é o MELI34 (BDR).
Ver no Exame Invest🇺🇸 Treasuries atingem maior yield desde julh
O rendimento do Treasury de 10 anos fechou a semana em 4,42%, o maior nível desde julho de 2025, chegando a tocar 4,46% na quinta-feira. A guerra no Irã revisou as expectativas do Fed para cima, com o mercado passando a precificar menos cortes de juros nos EUA em 2026.
Conexão BR: yields americanos mais altos encarecem o capital para emergentes e competem com a renda fixa brasileira.
Ver análise completa⚡ Giro do Mercado Financeiro Semanal
Recorde histórico da série iniciada em 2016. A Serasa não vê reversão à vista, com 70,5% da renda média comprometida com dívidas. Balanços dos grandes bancos devem refletir isso em breve.
O Oriente Médio responde por 40% das exportações globais de ureia. Com o Brasil importando 75% dos fertilizantes que consome, um choque de insumos pode durar de 6 a 12 meses.
O IFIX sobe 2,47% em 2026 mas negocia abaixo do valor patrimonial. Com o início do ciclo de queda, fundos de tijolo (shoppings, logística) tendem a ser os mais beneficiados.
Guerra no Irã e IPCA-15 acima do esperado pressionaram o BTC na semana. O comportamento confirma o padrão de 2026: em momentos de tensão, a cripto se move como ativo de risco.
Com petróleo acima de US$ 100, a demanda por elétricos acelerou globalmente. A BYD consolida liderança no mercado europeu, que até pouco tempo atrás era dominado pela Tesla.
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Segundo corte da Selic em dúvida, Tesouro intervém e Trump pausa o Irã: seu amigo está acompanhando?
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