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💊Dose#23: Saída de Haddad da Fazenda, corte da Selic e mais

“Semana de virada: a saída de Haddad da Fazenda muda o comando da política econômica do país enquanto o Copom corta a Selic para 14,75%, menor do que o mercado esperava. Lá fora, o Brent disparou a US$ 119 com a guerra no Irã e o Fed manteve os juros americanos sem sinalizar alívio.

No Brasil, o Ibovespa acumula -5,9% em março, o dólar voltou a pressionar a R$ 5,31 e a patente do Ozempic venceu, abrindo uma corrida de R$ 20 bilhões no mercado farmacêutico. Tudo isso em sete dias. Está tudo aqui na Dose #23.”

Saída de Haddad da Fazenda — 💊 Dose Financeira #23: Resumo do Mercado Financeiro Semanal (13–19/03/2026) | HealthMoney
HealthMoney
💊 Dose Financeira #23
20 de Março de 2026

"Semana histórica: saída de Haddad da Fazenda marca virada política na economia, Copom corta Selic para 14,75% e o Brent dispara a US$ 119 com a guerra no Oriente Médio. No Brasil, Ibovespa apaga 13 recordes e o dólar volta a pressionar."

Olá, Investidor!

Reflexão da Semana:
"Enquanto tomava minha dose pensei: em uma única semana, o Brasil mudou seu ministro da Fazenda, seu patamar de juros e seu humor de mercado. A saída de Haddad da Fazenda lembrou que política e economia são inseparáveis e que quem ignora um, leva susto no outro."
Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda — Dario Durigan assume
BRASIL • POLÍTICO-FISCAL

🏛️ Saída de Haddad da Fazenda: fim de era e o que muda para o seu dinheiro

A saída de Haddad da Fazenda foi confirmada por Lula em 19/03, Dario Durigan, número dois da pasta desde 2023, assume o Ministério. Haddad deixa o cargo após 3 anos para disputar o governo paulista, encerrando uma gestão que viu o Ibovespa sair de 104 mil para 192 mil pontos e a reforma tributária ser aprovada.

Por que importa: a saída de Haddad da Fazenda abre uma janela de incerteza fiscal em meio ao ciclo de corte da Selic e às eleições no horizonte. O mercado leu Durigan como continuidade, mas qualquer mudança de tom sobre metas fiscais pode reprecificar a curva de juros. Pode ser ruído ou gatilho de reposicionamento.

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Os marcos da gestão Haddad
Banco Central do Brasil — Copom corta Selic para 14,75%
BRASIL • JUROS

✂️ Copom corta Selic para 14,75%: início do ciclo, mas com freio de mão puxado

O Copom cortou a Selic de 15% para 14,75% ao ano em decisão unânime, o primeiro corte desde maio de 2024 e o primeiro sob a presidência de Gabriel Galípolo. O mercado esperava 0,50 pp, mas o petróleo em alta e a guerra no Irã forçaram o BC a ser cauteloso. O comunicado foi aberto, sem sinalizar o ritmo futuro, e o mercado projeta a Selic encerrando 2026 em 12,13%.

Na prática: pós-fixados (Tesouro Selic, CDBs DI) seguem atrativos no curto prazo. O início do ciclo favorece prefixados e IPCA+ de médio prazo. Na bolsa, varejo e construção civil são os setores que mais se beneficiam com a queda dos juros.

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Análise do corte
Petróleo Brent dispara a US$ 119 com guerra no Oriente Médio
MUNDO • ENERGIA

🛢️ Brent a US$ 119: guerra no Irã reescreve o cenário de inflação global

O Brent superou US$ 119 em 19/03 após novos ataques do Irã a instalações de energia, encerrando o pregão em US$ 108,65 (+1,18%). Desde o bombardeio de EUA e Israel ao Irã em 28/02, o petróleo acumulou alta de até 65%. O Estreito de Ormuz, rota de ~20% do petróleo mundial, segue instável com o novo líder iraniano rejeitando cessar-fogo.

Na carteira: o impacto já chegou ao Brasil, Petrobras reajustou o diesel em +11,6% nas refinarias, pressionando inflação e frete. PETR4 e PRIO3 se beneficiam da alta; aéreas e transportadoras sofrem. Ativos dolarizados e ETFs de commodities (GOLD11) ganham relevância como hedge.

Ler Cobertura

🧭 Sua carteira está preparada para semanas assim?

A saída de Haddad da Fazenda, o corte de Selic menor que o esperado e o petróleo disparando mostram que crises se combinam, e quem não tem estrutura de carteira, paga o preço da reação. Quer mapear seus riscos e ajustar pesos por cenário?

🛡️ Diagnóstico de Carteira

Quer entender melhor o impacto da saída de Haddad da Fazenda na sua carteira?

📚 Leia também:

EUA • JUROS

🦅 Fed mantém juros em 3,5%–3,75%: só 1 corte previsto para 2026

O Federal Reserve manteve os juros americanos inalterados por 11 votos a 1, citando a escalada do conflito no Oriente Médio como pressão sobre a energia. O dot plot preservou apenas 1 corte de 0,25 pp em 2026, bem menos do que o mercado queria. Resultado: dólar forte, emergentes pressionados, BTC e bolsas caindo.

Impacto BR: diferencial de juros alto favorece o carry trade para o Brasil, mas o real ainda sofre com a aversão ao risco.

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BRASIL • AÇÕES

🟢 PETR4 +56% em 2026 — BTG eleva para "compra" com alvo de R$ 56

A Petrobras acumulava valorização de +56% no ano, com alta de quase 14% só em março. O BTG Pactual revisou de neutro para compra, com preço-alvo de US$ 21/ADR (~R$ 56/ação). Os três drivers: petróleo acima de US$ 100, dividendos robustos e valuation descontado frente às pares.

Atenção: ação com +50% em 3 meses exige mais seletividade, o upside restante depende do patamar do Brent e da política de preços.

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ENERGIA • INFLAÇÃO

⛽ Petrobras reajusta diesel +11,6%, primeiro em 400 dias

A Petrobras elevou o preço do diesel para distribuidoras de R$ 3,27 para R$ 3,65 o litro (+R$ 0,38), o primeiro reajuste após mais de 400 dias congelado. O governo zerou o PIS/Cofins um dia antes para amortecer o impacto. Mesmo assim, o diesel S-10 acumula alta de 18,8% no mês nas refinarias.

Efeito cascata: frete sobe → custo de alimentos sobe → inflação resiste → BC corta menos → Selic fica alta por mais tempo.

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SAÚDE • MERCADO

💉 Patente do Ozempic vence no Brasil: corrida de R$ 20 bilhões começa

A patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy) venceu em 20/03/2026, abrindo caminho para genéricos e similares. Analistas do UBS BB projetam que o mercado salte de R$ 11 bi para R$ 20 bilhões em 2026. Farmacêuticas como EMS, Eurofarma e Aché correm para registro na Anvisa. O ticket médio pode cair de R$ 1.200/mês com a chegada da concorrência.

Ações no radar: RADL3 (Raia Drogasil) e PNVL3 (Panvel) foram citadas positivamente por analistas com a expansão do mercado.

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⚡ Giro do Mercado Financeiro Semanal: o que aconteceu na bolsa essa semana

Dólar câmbio
💵 Dólar sobe e varia na casa dos R$ 5,30

Câmbio: Com a Selic em 14,75% e a instabilidade política. Com o corte efetivo de 0,25 pp na quarta, o dólar aliviou levemente, mas o patamar ficou pressionado pelo Fed hawkish e o petróleo alto.

Bolsa de valores queda
📉 Ibovespa apaga 13 recordes e acumula ~5,9% de queda em março

Bolsa BR: O índice recuou de ~191 mil (fechamento de fev/26) para a faixa de 180 mil pontos. A queda reflete a saída de fluxo estrangeiro diante da guerra, alta do petróleo e incerteza com o Copom. Quem entrou no início de 2026 ainda carrega ganho real acima da Selic pró-rata.

Wall Street mercados americanos
🇺🇸 Dow Jones fecha no menor nível de 2026 — 46.558 pts em 16/03

EUA: O índice chegou a subir +446 pts intraday no dia 16, mas reverteu e fechou no menor patamar do ano. A combinação de petróleo alto + Fed sem pressa para cortar juros contaminou todos os índices americanos, com BDRs e fundos globais sofrendo perdas no período.

Bitcoin queda 2026
₿ Bitcoin acumula -22% em 2026: Fed hawkish derruba criptos

Cripto: Após o Fed sinalizar juros altos por mais tempo e com as tensões da guerra, o BTC sustentou os US$ 70 mil, mas fechará semana no vermelho. Longe do pico de US$ 90.400 na virada do ano. Em vez de atuar como reserva de valor na crise geopolítica, o Bitcoin se comportou como ativo especulativo, sendo vendido junto com ações de tecnologia. ETFs de Bitcoin na B3 sofreram perdas expressivas no período.

Ouro e prata metais preciosos
🥇 Ouro e prata sob pressão: 2ª queda semanal consecutiva

Metais: O ouro acumula a 2ª queda semanal seguida, ainda digerindo o crash de 30/jan (-11,38% em um único pregão, maior desde 2008). A prata derreteu 31,37% naquela sessão. O paradoxo da semana: guerra deveria favorecer o ouro, mas a perspectiva de juros americanos altos por mais tempo limita o metal como ativo de refúgio.

Energia elétrica setor utilities Brasil
⚡ Copel (CPLE3) e setor elétrico: porto seguro da semana com upside de +5,5%

Utilities: Em meio à turbulência, o setor elétrico funcionou como porto seguro. O Safra elevou o preço-alvo da Copel. Empresas com dívida longa indexada ao CDI se beneficiam diretamente do ciclo de corte da Selic e a Copel tem ~25% do balanço energético descontratado entre 2026 e 2028.

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