Agosto terminou com o Ibovespa em sequência de altas, o mercado reprecificando a Selic e dados de PIB e dívida pública no radar. A Dose Financeira #48 organiza os três temas que mais mexem com as decisões de patrimônio.
A Selic ainda não caiu, mas o mercado já decidiu que vai cair
Embora a Selic estivesse em 14%, a curva de juros já apontava para 13,25% no fim de 2026. Cada corte reduz a renda futura de CDBs, Tesouro Selic e fundos DI.
No seu bolso: em R$ 300 mil aplicados a 100% do CDI, uma queda desse tamanho pode reduzir cerca de R$ 210 do rendimento mensal. É importante reavaliar a parcela pós-fixada e o papel de títulos prefixados ou IPCA+ na carteira.
O real mais forte depende do fluxo estrangeiro
O dólar fechou agosto perto de R$ 5,16. O fluxo institucional estrangeiro na B3 ajudou a sustentar o real, mesmo com riscos externos e tarifas sobre parte das exportações brasileiras.
No seu bolso: câmbio estável não é garantia de estabilidade permanente. Para diversificação global, o foco deve ser a alocação de longo prazo, não a tentativa de acertar o menor preço do dólar.
PIB e dívida pública seguem no radar
O PIB do segundo trimestre e a dívida bruta de julho concentraram a atenção do mercado. Crescimento moderado combinado a dívida em alta pressiona os juros reais de prazos mais longos.
No seu bolso: esse ambiente reforça a importância de não concentrar decisões de renda fixa em uma única taxa ou vencimento.
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